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PAISAGEM EXANGUE

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Tudo é breu:

O cotidiano

Transmuda-se na chuva ácida

Que pulveriza por completo

Sonhos forjados por aço, diamantes e ferro.

 

 

Tudo é bruma que cega:

A esperança fica estéril

Ao perder a sua centelha eterna

Para o alucinógeno e deletério

Oxigênio da guerra.

 

 

O caminho

São zilhões de labirintos prenhes de maledicência:

Neles, o imensurável deserto

Nos espreita: sedento por nossa alma,

Verve e consciência.

 

 

Queria ser um parlapatão ou um espantalho

Para que me mantivesse indiferente ao teatro.

No entanto a redoma de mim se despoja,

Deixando a minha retina ser ferida

Pela tétrica realidade belicosa.

 

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

 

http://bocamenordapoesia.webnode.com.pt/

 

 

 
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