Vão

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Forte

Vento que adentra a janela

Trazendo o aroma das chuvas de dezembro

Intenso

Luz do olhar que fita

A donzela que delira em sonhos e prantos

Excitante

Passeio noturno sob o aconchego doce

Do luar observador... não repreensivo

Quente

Calor das palavras que tiram o fôlego e afagam a pele

Arrepios em versos de desejos... toques sutis

Sedução

Sussurros, gemidos, suores... sal

Mar de delírios profundo... profano?

De repente o vão, o nada ... o adeus

Silêncio

Uma voz bem familiar

Palavras não ditas, nem lidas... percebidas:

Sim eu sei e vejo e sinto...

Penso

Recito páginas em branco... um vazio

Angústia do pensar... em vão

E velo

O que não morreu... mas foi-se

Tudo volta ao que era... teria um dia sido?

Apenas ilusão... o vão.

 


Fátima Gomes

26/12/2009

 

 
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