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Paseio ao ceminterio

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Hoje cedo fui ao cemitério, foi o primeiro que me dispus a fazer.
Vesti as roupas mais bonitas e confortáveis que tenho e passei mais perfume do que acostumo passar.
Comprei um belo buquê de tulipas e margaridas. Então caminhei. Caminhei pela rua antiga e cinzenta que conduz ao esquecido e frio lugar.
Enquanto caminhava, um leve sorriso nascia em meu rosto; não pela minha felicidade, senão por proporcionar felicidade aos outros...por fazer o que é certo no momento certo e no lugar certo.
Explorei a terra e fiz um buraco,
Coloquei dentro dele as esperanças impossíveis;
Os sonhos quebrantados e as paixões de verão.
Coloquei logo a terra acima deles,
E enquanto fazia isto
Uma nostalgia satisfeita invadia meu coração e meu espírito.
Coloquei acima as flores naturais.
As flores naturais morrem, mas tem perfume.
Por isso deixei um pouquinho de vida em aquilo que esta destinado a morrer.
Sou uma idealista: não posso matar tudo de uma vez só.
Deixei as flores naturais para recordar que sempre há uma esperança, ainda em meio da morte e o cinzento cemitério.
Eu creio na ressurreição.

 
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